Sem admiração não existe respeito

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Para influencer digital Claudia Grande,o preconceito com o idoso começa na família, tema que ela vai abordar no evento sobre Etarismo, promovido pelo Movimento Somos 60+

O etarismo como uma das formas menos visíveis de intolerância, pelo comportamento discriminatório que impõe exclusões etárias nos relacionamentos, tem sido presente dentro dos ambientes familiares, afetando, sensivelmente, as pessoas idosas. Essa constatação é da influencer digital, que possui mais de 800 mil seguidores, Claudia Grande, que vai participar do Encontros, evento digital que será promovido no dia 11 de agosto, às 19h, e tratar do tema Etarismo – Precisamos falar sobre isso! O mundo está ficando grisalho e o preconceito traz impacto à sociedade.

O evento será transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube Somos 60 Mais, e contará com a participação de personalidades e especialistas que irão discutir a inclusão da população que está envelhecendo, mas quer ter qualidade de vida, a importância da luta contra o preconceito e a violência contra o idoso, a promoção da saúde e o bem-estar das pessoas acima de 60 anos, a luta contra os estereótipos negativos relacionados à idade e os impactos que o preconceito contra os idosos causa na sociedade, o chamado etarismo (ou ageísmo).

Para Claudia, que se reinventou com as redes sociais há seis anos, quando começou a organizar as comemorações dos seus 60 anos, o preconceito começa na família, que não admira o idoso. “Sem admiração não existe respeito. Eu sempre bato na tecla que sem sabermos a história dos nossos pais, avós, bisavós, não respeitamos essas pessoas. Quem foi, o que fez para criar os filhos, no que trabalhou. Tem gente que não sabe o nome dos bisavós, nem sua origem, então, como admirar? Como respeitar? Eu vejo com profunda tristeza esta falta de admiração, que nos julga apenas pela idade, aparência e dificuldade de mobilidade. Cultuar o passado é mudar o presente”, afirma.

Fundadora do Projeto 60 anos – voltado ao público com mais de 50 anos, promove o envelhecimento com saúde e bem-estar para quem desejar chegar e ultrapassar os 60 com leveza e qualidade de vida –, Claudia diz que a luta contra o etarismo começa com o conhecimento. “Cabe a nós nos fazermos respeitar e admirar. Contar nossos feitos é fundamental. O idoso tem de ser mais participativo, interagir com as gerações mais novas. Não podemos nos afastar por cansaço e falta de paciência. Temos que nos fazer presente, nos impor”, garante.

A influencer ressalta que a população idosa saber seus direitos também ajuda a sair do isolamento, não o atual imposto devido pandemia do novo coronavírus, mas o afastamento ao qual muitos a partir dos 60 anos são condicionados. “Estudar, nos fazer interessante, conversar sobre temas atuais e não só sobre as dores do corpo é o começo para a mudança. A luta é diária e achar nossa tribo ajuda a nos fortalecer. Frequentar associações, clubes, ter amigos é importante e nos estimula.”

Por isso, na visão de Claudia os Encontros sobre etarismo, que está sendo promovido pelo Somos 60+, é tão importante. “Abordar e discutir nos fortalece e chama atenção para nossos problemas. Nos faz sair da invisibilidade.” Mas só discutir não cria projetos, evidencia a influencer. “É apenas mexer na água turva. Para tornar a vida do idoso melhor, precisamos de atitudes que começam com a cobrança do cumprimento das leis já feitas e não aplicadas”, garante.

Ela acredita que o Brasil tem ótimas leis, melhores que a maioria dos países. É mais uma questão de adaptar valores do que fazer novas normas. “Quem não trata bem o idoso é a sociedade e a família”, pontua.

Para Claudia, o país está mal preparado para cuidar de todos, não importa a idade. Desde a questão da corrupção na saúde, que provoca a falta de leitos e remédios; o pouco investimentos na educação, que não oferece boas escolas, política educacional correta e profissionais bem preparados; até na segurança, que começa com a ausência de oportunidade aos jovens e deságua na falta de bons policiais.

Levar o segundo turno vida para outro patamar, transformando a temida maturidade em algo delicioso de viver, fazendo a velhice ser interessantíssima e repleta de coisas boas, é o que defende a influencer. “O idoso precisa entender que a ampulheta só virou, quea idade não tira a beleza, que existe moda, cuidados e muitas viagens, encontros e passeios a serem realizados. A solidão é um grande problema, mas desaparece quando criamos vínculos e nos sentimos vivos. Temos de sair do isolamento imposto pela sociedade”, afirma Claudia Grande.

Assista ao evento digital Encontros sobre Etarismo – Precisamos falar sobre isso!, no canal do YouTube Somos 60 Mais. Curta a página e marque o sininho de notificação para ser avisado sobre o evento.

Claudia Grande

Claudia Grande

Crédito Imagem de Pexels por Pixabay

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By 8 Arroba