Aposentadoria, uma boa notícia ou não?

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Imagine um executivo ou executiva acostumados a transitar com desenvoltura pelo poder que os seus cargos lhes conferem, em uma empresa na qual trabalha há mais duas décadas, adaptados àquela cultura organizacional, com tudo de melhor que ali tem, e com certeza, acostumados aos revezes do cotidiano organizacional, que se veem diante da tão temida ou às vezes tão esperada aposentadoria

São duas as possibilidades: ou aceita e usa as reservas que possui para viajar mundo afora, mas essa é uma opção para quem possui rara segurança financeira, ou simplesmente se recusa a parar de trabalhar e busca alternativas.

A boa notícia é que estamos vislumbrando a “Era sem Idade” no mercado de trabalho, segundo Iza Dezon, especialista em tendências e representante exclusiva da Peclers Paris, independentemente da idade de alguém, seja mais novo ou mais velho, o que importará é capacidade de se reinventar, já que o foco dos empregadores será no expertise do colaborador, sua capacidade de inovar e reinventar a própria carreira. Desta forma devemos deixar de lado o estigma de que teremos a mesma profissão durante a vida. Mas Iza Dezon deixa um alerta. “Com a aceleração das tecnologias, por exemplo, você pode estar há muito tempo no mercado, se você não se atualizar, você vai ficar obsoleto”

A expectativa de vida do brasileiro aumentou e mudou a percepção do envelhecimento. Quando chega a hora de se aposentar, muitos executivos não querem encerrar a vida profissional, seja porque essa continua profícua de possibilidades e projetos, seja porque precisam da remuneração, ou ambos os motivos. Quando uma pessoa muito ativa fica sem trabalhar, ela pode perder o chão, se sentir fora do contexto, podendo até apresentar transtornos emocionais e ou depressão.

Este profissional fica longe do círculo de amigos, perde o poder que tinha e sente que os outros não o respeitam tanto quanto antes. Além disso, existe aquela crença: “se me aposento, envelheço”. O executivo precisa de maturidade para administrar a aposentadoria, tanto do ponto de vista financeiro quanto psicológico. Pense nisto: por incrível que pareça, lidar com a aposentadoria depende de um planejamento que começa quando o profissional ainda é jovem.

É importante manter o equilíbrio entre a vida familiar, o trabalho, o lazer e os cuidados com a saúde física e emocional

Uma vida equilibrada é garantia de que a pessoa não ficará sem chão ao se aposentar

Outra dica é fazer o possível para não ser lembrado apenas como “José da empresa X “ou a “Maria da companhia Y”. Parece algo à toa, mas muitas pessoas transformam o nome da empresa em seu sobrenome. “Ter um networking fora da organização, um círculo de amigos que não tenham nada a ver com a empresa é essencial para mudar de carreira, de emprego, e continuar sendo respeitado, independentemente da idade. Outra recomendação é jamais parar de estudar, ser curioso, interessado por assuntos periféricos à sua área.

Manter-se visível também é recomendável, mas como é possível? Simples. Participando de palestras, workshops e evento, On line ou presenciais.

O executivo precisa criar sua marca pessoal ao longo da carreira.

Saídas Se as dicas forem levadas em consideração, será mais fácil encontrar as soluções para uma aposentadoria indesejada. Uma opção interessante é se tornar um consultor independente. O mercado valoriza muito consultores que foram executivos bem sucedidos. E quanto mais maduro, mais aceito ele é.

Outra sugestão é seguir a área acadêmica, mas para tal, é necessário ter realizado mestrado. Ser professor requer competências técnicas e instrucionais, que o habilite a utilizar com desenvoltura e cada vez mais, a Tecnologia e modelos Instrucionais do EAD que transformaram definitivamente o jeito de ensinar e aprender.

Outra opção é o trabalho em ONGs e empresas do terceiro setor. Um ex-diretor de marketing de uma multinacional tem muito a contribuir em uma ONG., por exemplo. Além disso, empresas do terceiro setor, faz anos, remuneram seus colaboradores. E do ponto de vista psicológico, é uma ótima saída.

O executivo também pode abrir o próprio empreendimento, ou negociar com a empresa atual a continuidade na função, o que é muito comum.

Sei de inúmeros casos de executivos que negociam com a empresa. Quando está em jogo um alto cargo, as empresas costumam ser receptivas à proposta. Nesse caso, a aposentadoria se transforma em uma renda complementar, um ato burocrático.


Celina Beatriz Gazeti – Vox Consulting

celina@voxconsulting.com.br

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By 8 Arroba