Adiar o envelhecimento, teremos chance?

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Estudos mostram os caminhos. O envelhecimento é um processo biológico, todo mundo sabe, e só nos resta aceitá-lo. Podemos, no entanto, controlar o seu processo – isso nem todos sabem. Pois vale a pena conferir. Segundo uma série de estudos, adiar a chegada da velhice e suas mazelas está ao nosso alcance. Requer, claro, um estilo de vida apropriado. Adotados em conjunto, hábitos saudáveis podem conter o segredo da longevidade. Trinta dicas para adiar os sintomas da velhice: Viver com alguém. Segundo o Health Psychology Journal, dos Estados Unidos, longas e bem-sucedidas uniões levam a maior expectativa de vida em relação a quem ficou sozinho ou se separou. Expressar as emoções. Estudos do Journal of Clinical Psychology, da Inglaterra, revelam que manifestar as emoções por meio de alguma atividade artística, como cantar, escrever ou pintar, traz mais satisfação e paz levando a um dia a dia mais saudável. Obedecer horários adequados para cada atividade. É aconselhável evitar a prática de exercícios, principalmente em lugares poluídos, entre 11 da manhã e 1 da tarde, quando a produção de adrenalina atinge seu pico. Durante essas duas horas, aumenta a probabilidade de uma placa de gordura romper um vaso, podendo provocar derrame cerebral ou infarto no coração. Ser solidário. Segundo estudo publicado na revista Psychology Science, dar apoio físico ou emocional a outras pessoas reduz em até 60% o risco de morte prematura no idoso. Preferir as comédias. O riso espontâneo promove a dilatação dos vasos e com isso melhora o fluxo sanguíneo. Reduz, além disso, os níveis de adrenalina e cortisol no sangue, aumentando a liberação de endorfinas, que são os hormônios ligados às sensações de bem-estar e prazer. Quer mais? Ainda ajuda a emagrecer. Estudos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, concluíram que dar boas risadas por um período de dez a quinze minutos faz uma pessoa queimar, em média, 50 calorias. Usar fio dental. De acordo com pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a inflamação bacteriana da gengiva, causada pelo acúmulo de resíduos alimentares entre os dentes, aumenta em 72% o risco de doença cardiovascular. Tomar chá. De acordo com o jornal Phytotherapy Research, esse hábito cultivado pelos gleses pode ajudar no combate à doença de Alzheimer. Estudos indicam também que o consumo de chá reduz os riscos de câncer. O chá verde é o que promete mais benefícios. Não fumar. Fumantes regulares vivem, em média, dez anos menos do que um não-fumante. Cerca de 90% dos casos de câncer nos pulmões, a neoplasia que mais mata no Brasil, estão relacionados ao tabagismo. Acreditar em alguma coisa. (Crer com embasamento e não por fé cega). Segundo o International Journal of Psychiatry and Medicine, ter uma crença forte em algo ajuda a combater o stress e os problemas emocionais. Beber com moderação. O consumo diário de até duas taças de vinho faz parte da receita para uma vida longa. Até a cerveja, quando consumida moderadamente, pode trazer benefícios à saúde, apontam pesquisas recentes. Comer menos. Nos Estados Unidos, um estudo comparou cinqüentões que viviam de dieta com outros que consumiam, em média, 2000 calorias por dia. O primeiro grupo apresentou expectativa de vida cerca de 30% maior, além de aparência mais jovem do que os da mesma idade.

Morar perto de um parque. Pesquisadores japoneses concluíram que a expectativa de vida dos idosos que moram próximo a áreas verdes é maior do que aqueles que vivem cercados de arranha-céus. Ingerir alimentos verdes. Vegetais verde-escuros, como espinafre, rúcula e brócolis, são ricos em ácido fólico, substância que ajuda a manter a integridade do DNA. Manter a mente ativa. Pesquisas mostram que a doença de Alzheimer tem maior incidência entre pessoas com baixo nível de instrução. Estudo publicado no New England Journal of Medicine relaciona o hábito da leitura, de jogos de cartas e de tabuleiro e de fazer palavras cruzadas com a redução do risco de demência em pessoas com mais de 75 anos. Tomar vitaminas. A vitamina C é a mais indicada. Seu consumo ajuda a prevenir degeneração macular, que afeta 3 milhões de brasileiros, sendo a maior causa de cegueira em pessoas com mais de 50 anos. Consulte seu médico sobre a dosagem. Comer chocolate. Em pequenas quantidades, traz benefício à saúde. Segundo estudo do King’s College, de Londres, 50 gramas de chocolate contém uma quantidade de flavonóides – importantes armas no combate aos radicais livres – equivalente a de seis maçãs, ou duas taças de vinho ou sete cebolas. Preferir os pescados. Peixes de água profunda, como salmão e anchova, são ricos em ômega 3, poderoso antioxidante. Segundo jornal da Associação Médica Americana, pode reduzir em até 81% o risco de morte súbita no homem.

Fazer sexo. Estudos mostram que as pessoas sexualmente ativas são mais saudáveis. A atividade sexual traz sensações de prazer e bem-estar, combate o stress, aumenta a auto-estima e ainda queima calorias. Segundo a OMS, o sexo é um dos quatro pilares da qualidade de vida, ao lado do prazer no trabalho, da harmonia familiar e do lazer. Ser otimista. Pesquisadores holandeses passaram dez anos estudando como a personalidade pode influir na expectativa de vida. Concluíram que a atitude positiva pode diminuir em até 55% o risco de morte prematura. Comer bem no café da manhã. Pesquisa do Instituto de Gerontologia da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, averiguou que os centenários não costumam dispensar a primeira refeição do dia. Ter um animal de estimação. O conselho foi seguido por operadores da bolsa de valores de Nova York, sendo tão eficaz para diminuir o stress que metade deles suspendeu o uso de medicamentos contra a hipertensão. Quem tem um bichinho em casa vai ao médico com menor frequência, afirmam pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Reduzir o sal. Essa medida é importante no tratamento e na prevenção da hipertensão arterial, um dos fatores de risco para doença cardiovascular. Deve-se evitar mais de 6 gramas por dia, o equivalente a uma colher de chá. Investir em cultura. Depois de acompanhar 12 000 pessoas por nove anos, pesquisadores suecos observaram que, em média, as chances de uma pessoa alcançar a longevidade foram 36% maiores naquelas que cultivavam o hábito de realizar programas culturais, como visitar galerias de arte, assistir a peças de teatro e frequentar concertos musicais. Adotar alimentos saudáveis. Está provado que uma dieta mediterrânea, rica em vegetais, peixes e azeite de oliva, pode afastar doenças capazes de encurtar a vida por cerca de dez anos, como hipertensão, diabetes e obesidade. A pesquisa foi feita com 1. 507 homens e 832 mulheres, entre 70 e 90 anos, em onze países europeus. Usar e abusar de molho de tomate – não industrializado. Pesquisas conduzidas pelo médico Michael Roizen, autor do livro Idade Verdadeira e fundador do Real Age Institute, um dos mais respeitados centros de estudo da saúde e do metabolismo humano, mostram que dez colheres de molho de tomate, ingeridas semanalmente, podem reduzir pela metade o risco de onze tipos de câncer. O tomate é rico em licopeno, antioxidante encontrado nos vegetais vermelhos. Dormir bem. Estudos sugerem que a falta de sono crônica pode ter impacto negativo nas funções metabólicas e endócrinas. Menos de cinco horas de sono desequilibra o metabolismo. Cuidar da alimentação. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, deve-se comer por dia cinco porções de frutas e vegetais. A OMS defende que uma alimentação balanceada e rica em vitaminas, fibras e minerais pode reduzir em até 40% o risco de câncer. Ir ao oftalmologista. Depois dos 50 anos, é comum a vista cansada. Com a idade, também aumentam os riscos de glaucoma e catarata. Além disso, alterações de fundo de olho podem indicar a presença de diabetes e hipertensão. Moderar a carne vermelha. Pesquisa sobre hábitos alimentares em dez países europeus concluiu que o consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de câncer de intestino em até 35%. Atenção: não é preciso suspender a carne. Proteínas são essenciais para quem se exercita regularmente, ajudam a tornear os músculos e aumentam a resistência. Procurar movimentar-se. De acordo com a Associação Americana do Coração, o sedentarismo, por si só, aumenta o risco de doença coronariana em, pelo menos, uma vez e meia. Exercícios diários moderados ajudam a aumentar o tempo de vida em até seis anos!

Paulo Marcos
Paulo Marcos Senra Souza medico , mestre em saúde coletiva UFRJ , pesquisador e consultor INLAGS

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By 8 Arroba