A cultura como determinante do envelhecimento ativo

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Quando a Unibes Cultural se tornou apoiadora do Movimento Somos 60+, tive a certeza de que estávamos dando um importante passo para oferecer uma nova forma de conscientização da sociedade sobre um dos temas mais relevantes e democráticos da atualidade brasileira.

É fato que a população está envelhecendo rapidamente e, o Brasil, com suas peculiaridades. Em apenas cinco anos seremos o sexto país com mais idosos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, mesmo ano em que 120 nações terão alcançado taxas de fertilidade abaixo do nível de reposição. Além de envelhecer, a população vai começar a encolher.

O aumento da expectativa de vida é conquista conjunta de vários fatores, como a medicina, higiene e alimentação, mas não significa diretamente melhora na qualidade de vida dos idosos. Viver mais não é, obrigatoriamente, viver melhor e esse é um dos maiores desafios pelos quais estamos dispostos a trabalhar.

Todas as faixas etárias precisam entender os desafios de seu desenvolvimento nos âmbitos pessoal, profissional, de qualidade de vida e no tecido social. A criança precisa nascer poupando; o jovem, ressignificar seu papel como jovem em um país não rico e desigual como o Brasil; o adulto precisa se reinventar profissionalmente mais de uma vez; o idoso aposentado precisa buscar alguma atividade que, remunerada ou não, o estimule.

Segundo a OMS, os determinantes do envelhecimento ativo são econômicos, comportamentais, sociais, pessoais, do ambiente físico e serviços sociais e saúde. Mas, permeando todos eles, estão o gênero e a cultura.

Sempre acreditei na cultura como forma de geração de saúde, inclusão social, exercício de democracia e prosperidade da população. E observo que, durante essa fase de isolamento social, a cultura tem se mostrado uma das melhores maneiras de manter a saúde mental e emocional das pessoas, em especial dos idosos, o grupo mais suscetível e isolado. Não que a cultura tenha se tornado mais importante, mas seu papel social ficou mais evidente.

Desejo que esse Movimento atinja seus objetivos, pois o envelhecimento e as mudanças dele decorrentes são inevitáveis: o que nos cabe é escolher como queremos que elas aconteçam.

Bruno Assami, Diretor Executivo da Unibes Cultural

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By 8 Arroba